Médico para idoso: afinal, quando é hora de procurar um geriatra?

"Mas ele só está ficando velho..."

GERIATRIAMEDICINA DA FAMILIAMEDICAÇÕES

7/2/20262 min leer

Médico para idoso: afinal, quando é hora de procurar um geriatra?

"Mas ele só está ficando velho..."

Essa é uma frase que eu escuto (e provavelmente você também já ouviu) o tempo todo.

A vó começou a esquecer as coisas? "É a idade."

O pai anda tropeçando? "Normal."

A mãe toma oito remédios diferentes? "Fazer o quê..."

Calma lá.

Nem tudo que acontece com uma pessoa idosa é simplesmente "porque envelheceu". E é justamente aí que entra um médico que muita gente conhece de nome, mas pouca gente sabe o que realmente faz: o geriatra.

Primeiro: o geriatra não é o "médico de quem está morrendo"

Sim. Muita gente pensa isso.

Parece que marcar uma consulta com um geriatra é assumir que a pessoa está muito doente.

Não é.

Na verdade, é exatamente o contrário.

O objetivo da geriatria é manter o idoso saudável, independente e com qualidade de vida pelo maior tempo possível.

É medicina preventiva em sua melhor forma.

Então... quando vale a pena procurar um geriatra?

Não existe uma idade mágica.

Tem gente de 60 anos correndo maratona.

Tem gente de 60 anos que já precisa de ajuda para tomar banho.

A idade importa.

Mas a saúde importa muito mais.

Alguns sinais merecem atenção:

✔ quedas frequentes;

✔ dificuldade para caminhar;

✔ perda de memória;

✔ confusão mental;

✔ perda de peso sem motivo;

✔ uso de muitos medicamentos;

✔ internações repetidas;

✔ dificuldade para realizar atividades do dia a dia.

Se algum desses problemas apareceu, talvez esteja na hora de conversar com um geriatra.

"Mas meu pai já passa no cardiologista..."

Ótimo.

Continue passando.

O geriatra não veio substituir o cardiologista.

Nem o neurologista.

Nem o ortopedista.

Pense assim.

Cada especialista cuida de um capítulo do livro.

O geriatra tenta entender a história inteira.

É ele quem olha para todos os remédios, todas as doenças e pergunta:

"Isso tudo junto ainda faz sentido?"

E, olha... às vezes não faz.

O grande vilão chama-se "remédio demais"

Vou contar um segredo.

Nem sempre o problema do idoso é falta de remédio.

Às vezes é exatamente o excesso.

Tem paciente tomando um comprimido para pressão.

Outro para dormir.

Outro para dor.

Outro porque o anterior deu azia.

Mais um para tratar a azia.

Quando percebe...

Tem dez caixas em cima da mesa.

O geriatra costuma revisar tudo isso.

E muitas vezes consegue simplificar o tratamento.

Menos remédios.

Menos efeitos colaterais.

Mais qualidade de vida.

"Então todo idoso precisa de geriatra?"

Não necessariamente.

Mas praticamente todo idoso pode se beneficiar de uma avaliação.

Mesmo quem está saudável.

A ideia é identificar problemas antes que eles apareçam.

É muito melhor prevenir uma queda do que tratar uma fratura de fêmur.

Muito melhor controlar fatores de risco do que correr atrás do prejuízo.

Envelhecer é inevitável.

Envelhecer mal... nem sempre.

A gente costuma trocar o óleo do carro.

Leva o cachorro ao veterinário.

Faz revisão da moto.

Mas espera o próprio corpo "quebrar" para procurar ajuda.

Não faz muito sentido, faz?

O acompanhamento adequado pode significar mais autonomia, mais disposição e, principalmente, mais anos vivendo bem.

Porque viver mais é ótimo.

Mas viver melhor é ainda melhor.

Faz sentido?

Se você chegou até aqui, espero que agora a palavra geriatra tenha deixado de parecer um bicho de sete cabeças.

Compartilhe este artigo com alguém que tem pais, avós ou familiares idosos. Às vezes, uma informação simples pode fazer toda a diferença.

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